terça-feira, 14 de junho de 2016

Transição Capilar: Como sair de um alisamento para o cabelo natural sem fazer um BC (grande corte)


Sobre No poo e Low poo, transição capilar e como sair de um alisamento para o cabelo natural sem fazer BC (cortar tudo):






Eu alisava meu cabelo, o que era muito útil e prático, usei ele liso por uns 5 anos. Mas quis voltar aos cachos e a transição estava bem difícil, foi quando descobri as técnicas de No poo e Low poo. Não vou fazer desse post uma explicação sobre as técnicas porque vejo muito disso na internet, mas rapidamente falando, nessas técnicas você exclui produtos que contenham substâncias específicas como os sulfatos, que ressecam o cabelo, e por conta da exclusão dessas substâncias você tem que excluir outras que só saem com esta e mascaram a real situação do seu cabelo. Além de ressecar menos o cabelo, a técnica é ecologicamente mais correta já que a quantidade de detergentes e outros aditivos químicos que despejamos nos rios e nos mares é gigante. 



Esse post é para explicar como passei pela transição da química para o natural, sem cortar. Porque a raiz vai enrolando e as pontas ainda estão lisas, então dá aquela diferença estranha no início. E a solução para a maioria é cortar, mas nem todo mundo gosta de cabelo curto e esse é meu caso. Vamos lá:

  • Saí de um alisamento definitivo com tioglicolato de amônia e passei a fazer essas progressivas mais fracas e temporárias só na raiz, que não alisava no primeiro ano. 
  • Depois parei qualquer química e quando a raiz começou a me incomodar eu fazia chapinha ou escova só na raiz, usando sempre um bom protetor térmico por uns 6 meses. E fazendo hidratações, reconstruções e umectações constantes. 
  • Quando essa raiz atingiu mais ou menos a altura da minha orelha eu comecei a usar técnicas de finalização. Com o No/Low poo meu cabelo ficou muito mais saudável e a parte alisada perdeu o aspecto espigado, o que facilitava o manuseio. Aí eu amassava bem ela, com creme e toalha de microfibra para ela "cachear" e usava grampos na raiz para esta cachear menos. Isso foi o suficiente para eu disfarçar a diferença entre as duas partes até o cabelo crescer mais . 
  • Com a ajuda do secador: com o cabelo bem molhado eu faço um coque bem apertado, usando um pente mais fininho na raiz, aí pego um secador e de longe seco essa raiz (sem escova) na direção que ela está presa. Quando a raiz está seca ou quase eu solto o resto que ainda estará molhado e amasso com creme. Assim fico com a raiz quase lisa e as pontas cacheadas. Quando estava em transição isso servia para disfarçar as diferenças ficava tudo meio ondulado.
    Existem vários vídeos de finalizações no youtube, mas no geral é tentar cachear com as mãos o máximo possível a parte lisa e diminuir a parte cacheada com grampos, secador, cremes, hidratações, penteados.
  • Penteados com o cabelo preso, com tranças, faixas, lenços ou coques eram a solução para os dias corridos. Tranças soltinhas misturadas com coque <3
  • Uma das coisas que mais facilitou esse processo foi o corte. Ter um corte não significa cortar ele curto, significa dar um formato. E o corte em camadas é perfeito para disfarçar imperfeições e a transição. Porque as camadas mais curtas vão ficando cada vez mais cacheadas e com menos partes alisadas disfarçando as de baixo mais longas, que são as que darão o comprimento que você quer,  que ainda serão lisas, mas cobertas de cachos pelas camadas de cima. Quando você piscar já terá cortado toda a parte alisada. Eu levei uns 3 ou 4 anos


 

Na primeira montagem são fotos do meu cabelo virgem, um 3A eu acho, já na segunda meu cabelo alisado e mais ou menos como fiquei com ele por 5 anos.

Na segunda e terceira montagem da para ver como o cabelo foi cacheando aos pouco e perceber que as pontas e a parte de baixo continuavam lisas. Eu usava o óleo de coco no day after para dar essa aparência de ondulado e disfarçar a raiz. O coque e as trancinhas eram dois penteados que disfarçavam minha raiz. Esse coque da última foto a direita é soltinho e bagunçado, não dá para ver mas as pontas eram lisas, usei muito para trabalhar. 

                   

Essa quinta montagem foi do final da transição e quando resolvi fazer luzes. E a última foto é exatamente como está meu cabelo agora. Está mais curto porque para fazer as luzes e manter a saúde dos fios eu não poderia ter mais um fio alisado. Acho que entre o liso completo e hoje foram uns 3 anos. Mas como eu não teria coragem de fazer o BC, valeu a pena todo o esforço. Durante todo esse tempo eu usei técnicas que acelerassem o crescimento do meu cabelo.

A finalização que eu usava no meu cabelo era uma adaptação dessa :https://www.youtube.com/watch?v=YjOEJmIv3qY Mas eu fazia mais rápido porque não tenho paciência e tempo para ficar fazendo isso tudo.

Entre os cortes que eu usava estavam os da Youtuber Camila Santana : https://www.youtube.com/watch?v=_9xarFn-M9w

E o sua transição capilar? Teve que fazer BC ou aguentou o processo sem corte?O próximo post será sobre como acelerar o crescimento capilar...

segunda-feira, 9 de maio de 2016

A verdade existe?

Sobre política, amor, relacionamentos, amizade, religiões e outras coisas da vida:

"A verdade não existe fora do poder e sem o poder (...) A verdade é deste mundo; ela é produzida nele graças a múltiplas coerções e nele produz efeitos regulamentados de poder" (FOUCAULT, Michel. Entrevista a Alexandre Fontana. In: Microfísica do Poder.Rio de Janeiro: Graal, 1979. p.12-13)
     


Se o que existe é algo de concreto, a partir do exato momento que você vê/escuta/toca/sente, você interpreta, modifica, re-significa de acordo com suas experiências e conhecimento, tornando aquilo que teoricamente seria "concreto" em algo diferente. Logo ele deixa de ser o que era.

Vou dar um exemplo: Supondo que existe um objeto na natureza. Quando você vê de acordo com o que sabe e o que já viu, este objeto poderá ser grande ou pequeno (depende de suas referências, se a maior coisa que você viu foi uma árvore de 3m ou um prédio de 30m), pode ser claro ou escuro, (o mais claro que você viu foi a luz regular do sol ou isso somado ao reflexo da neve?), pode ser macio ou duro (o mais macio que você já tocou foi um tecido ou a pele de um recém-nascido?), pode ser vermelho ou verde dependendo da sua visão. Tudo que você for apreender desse objeto vai depender do que você já conhece.

Então qual é a verdade sobre o objeto? Quem está certo? A verdade que admitimos em sociedade é a que é majoritariamente aceita. Ou seja, se a maioria disser e aceitar que o objeto é pequeno, escuro e duro e der a ele o nome de pedra, assim ele será. No entanto se daqui a algumas décadas a maioria entender que não é mais assim, ele não será assim. Porque até a verdade aceita é temporal. Crianças casavam e tinham filhos aos 12 e isso era uma verdade socialmente aceitável a apenas alguns anos.

Percebem que então não existe verdade? Para entendermos algo, produzimos ele em nossa mente. Se produzimos, introduzimos interpretação. Isso porque o exemplo foi simples, verdade relacionada a um objeto aparentemente simples. Imaginem como isso se dá a algo complexo. As pessoas, sentimentos, tempo e espaço. A coisas que por si só estão em constante mutação. Não existe alguém que seja completamente mal, até porque o que consideramos como mal é apenas o que foi socialmente aceito no nosso tempo como maldade. E isso serve para bondade, beleza, amor, casamento, família e qualquer outro conceito que você possa pensar.

Ok, mas então para que estudamos? A humanidade busca sempre se aproximar do que seria essa “verdade”. Quanto mais entendemos do mundo, mais sentimos que enxergamos o real. E quanto mais entendemos o mundo melhor convivemos com ele. Geramos formas mais confortáveis ou evoluídas de lidar com os problemas, ou pelo menos assim deveria ser. Se essa não é a verdade, mas ninguém sabe qual é, nos resta chegar a um consenso e conviver com isso. Por isso criamos regras e leis, para que possamos conviver em sociedade. Mesmo que cada um possa ter uma verdade, aceitou viver em sociedade e portanto viver dentro dos conceitos e padrões criados nela.

Mas isso quer dizer que não devemos lutar para mudar os padrões e lutar pelo que consideramos mais justo? Pelo contrário. Sabendo que não existe verdade única e que elas são atemporais cabe exatamente a você lutar para o que você acredita como justo mude os padrões e verdades aceitos até então. Respeitando a existência das outras verdades. E se puder usar da ciência e estudos para tal, ainda melhor, pois é através delas que tentamos nos aproximar do mundo.

Exemplo: A terra gira em torno do sol, a ciência nos ajudou a compreender e a provar que sim. É uma verdade aceita. Antigamente a verdade era que o sol girava em torno de nós e tinham uma ciência para tal. Hoje avançamos e estamos mais próximos do que realmente acontece. No entanto daqui a uns anos podemos ver que giramos, mas que também somos girados com outra galáxia. A verdade neste caso é infinita e nosso conhecimento finito. 

A busca pelo conhecimento e pelo aprendizado deve ser então constante, sempre entendendo que o que o outro acredita depende das experiências vividas por ele. E entendendo que as crenças sempre serão ultrapassadas e superadas conforme avançamos com o conhecimento e com a  ciência, que estarão sempre passos atrás da evolução natural do mundo e da vida nele.


Vou continuar a discutir a verdade em outros momentos... Permita-se estar em constante evolução e ter  amente aberta para aceitar as novas verdades.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Do que se tratará o blog ?

Eu quero tudo , assim como o nome pretende falar de tudo. 



Tudo mesmo, o que der na telha e o que não der, beleza, saúde, comida, restaurantes, viagens, faculdade, alemão, defesa , jogos e o que mais for interessante. Sei que o que atrai mais visualizações são coisas ligadas a beleza, mas isso não impede que eu poste reflexões de vez em quando. Até porque esse espaço vai servir como um escape para mim.
Durante o meu mestrado eu senti a necessidade de escrever sobre coisas que não fossem o tema da minha dissertação, para pessoas que eu não conheço e por isso não me cobram resultados. Sou bem tímida para usar coisas como YouTube, então um blog pareceu o ideal.

E é por isso que vou abrir esse espaço com uma poesia de Vinícius de Moraes que muito diz sobre o tudo, o impreciso, eu e o blog:


"De manhã escureço

De dia tardo
De tarde anoiteço 
De noite ardo. 
A oeste a morte 
Contra quem vivo 
Do sul cativo 
O este é meu norte. 
Outros que contem 
Passo por passo: 
Eu morro ontem 
Nasço amanhã 
Ando onde há espaço: 
– Meu tempo é quando."